Fenafisco participa de audiência pública promovida pelo Senado sobre as reformas

Fenafisco participa de audiência pública promovida pelo Senado sobre as reformas

Fenafisco participa de audiência pública promovida pelo Senado sobre as reformas

Charles Alcantara, presidente da Fenafisco, participou na manhã desta terça (21), de reunião no Senado Federal, onde compõe a mesa que discute os impactos das reformas, em curso, na sociedade brasileira. Os dirigentes da Fenafisco, Marlúcia Paixão (Comunicação) e Pedro Lopes (Assuntos Parlamentares) também participam da atividade.

A reunião, realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), conta com participação de parlamentares, especialistas em previdência, economistas, sindicalistas, auditores fiscais, e magistrados; todos unânimes quanto à necessidade de se abrir a “caixa preta” da Previdência Social e ajustar o sistema naquilo que se fizer necessário, com foco em preservar direitos sociais e previdenciários assegurados na Constituição Federal.

O senador Paulo Paim (PT-RS) vai protocolar, ainda hoje, às 14h30, a proposta de realização de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com objetivo de investigar as contas da Previdência Social, identificar prováveis desvios de recursos e apresentar o real quadro relacionado à saúde financeira do sistema.

Em sua intervenção, Charles Alcântara argumentou que o debate de mérito em relação “reforma” da Previdência está impondo uma “retumbante” derrota ao governo junto à opinião pública.  “Eu acho que esse debate está servindo para um processo virtuoso de politização do cidadão brasileiro. Nós já convivemos com pelo menos quatro reformas da Previdência nos últimos 20 anos”, disse ele.

Para ele, o texto da PEC 287 não propõe reforma, mas a aniquilação do sistema previdenciário nacional. “O que está em curso com o congelamento dos investimentos primários por 20 longos anos, com a reforma da Previdência e com a reforma trabalhista, é o completo desmonte dos serviços públicos e da estrutura social do estado brasileiro. Precisamos reafirmar a Constituição e seus fundamentos”, denunciou.

Charles lembrou ainda que todo poder emana do povo e seus representantes devem se submeter, reforçar e reafirmar os interesses mais legítimos da população. “Nunca um debate expôs a atividade parlamentar ao julgamento popular como agora. Estamos seguros: que votar em favor deste projeto criminoso e inconstitucional, não volta à  exercer cargo político neste país”, finalizou.