Pec 287 diga não

URGENTE: É hora de aumentar a pressão contra a Reforma da Previdência

Nesta quarta (08), o Planalto foi avisado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que dificilmente a Reforma da Previdência seria aprovada na Comissão Especial até o final do mês de março, como pretendia o governo. O parlamentar carioca só conseguiu votar na terça (07) o requerimento para instalação do colegiado que analisará a PEC 287. Com isso, perdeu pelo menos um dia no calendário.
O governo, então, não perdeu tempo e agiu para recuperar a rédea do processo e dar agilidade à tramitação. Reuniu seus comandados e determinou o calendário para impor a aprovação da PEC 287 na Câmara até o dia 6 de abril, antes que o movimento sindical consiga mobilizar os trabalhadores contra a proposta.
As datas foram fechadas em um encontro que reuniu o ministro Eliseu Padilha e os deputados Arthur Maia (PPS-BA) e Carlos Marun (PMDB-MS), indicados, respectivamente, relator e presidente da Comissão Especial. A informação é do jornalista Lauro Jardim, colunista de O Globo. Pelo acerto, o calendário ficou assim:
– 09 de fevereiro: Instalação da Comissão Especial;
– 14 de fevereiro: Apresentação do plano de trabalho;
– 15 de março: leitura do Parecer de Arthur Maia;
– 21 de março: Votação do texto na Comissão Especial;
– 28 de março: Votação em primeiro turno no plenário da Câmara.
– 6 de abril: Votação em segundo turno pelo plenário.
Com isso, cresce a necessidade do movimento sindical aumentar a pressão sobre a Câmara. A Fenafisco já lançou as peças da campanha publicitária contra a Reforma da Previdência. Os arquivos já estão à disposição das entidades para divulgação. Porém, é preciso que cada sindicato promova a mobilização em seu estado, em especial se unificando a outras organizações de trabalhadores para pressionar os deputados federais.
A orientação é que seja divulgada a campanha, mas que também sejam realizados atos, seminários, audiências públicas, sessões nas assembleias legislativas etc, visando dar volume à opinião contrária à PEC 287. O momento de mobilizar é agora. O calendário do governo corre. E é contra os trabalhadores.